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A SÍNDROME DO “BAN BAN BAN”

  • Foto do escritor: Fernanda Mendes
    Fernanda Mendes
  • 23 de set. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2018

Por diversos motivos e raízes, somos facilmente induzidos a nos vermos sempre como perfeitos, os “ban ban ban”.


Recentemente escrevi sobre a nossa pouca maturidade na hora de recebermos e darmos uma crítica. Observe-se quando és criticado por exemplo: qual sua reação de imediato? Provavelmente e internamente a reação seja a de defesa, com os pensamentos que chegam a borbulhar, e em alguns casos a materializar-se em palavras como:

“Mas isso não faz sentido”, “eu não errei”, “essa pessoa não gosta de mim”, “ela quer me prejudicar” …

Sim meus queridos, somos tentados por um orgulho que nos cegam para os nossos erros, que não há nada a recriminar a respeito de nós mesmos e de que sempre temos a razão. Os ban ban ban...


Acredite, isso é mais frequente do que se pensa e se pareça em nós.

Mas alerto: perigoso por demais este tipo de síndrome, pois ela nos livra do sentimento de culpa; e quando somos incapazes de reconhecermos nossos erros, fechamos em nós toda a possibilidade de mudança, porque reconhecer seus erros é ao mesmo tempo deixar-se provocado pelo desejo de mudança. Do contrário, tudo em nós corre sempre muito bem, sempre serão os outros que pensam mal, que falam mal, que agem mal…, mas nos achamos os ban ban ban do globo terrestre.

Será mesmo que somos isso tudo?

Se consegue em síntese até fazer calar as vozes interiores que poderiam questioná-la, mas com certeza, se alguém olhar um pouco mais “dentro” da vida de pessoas com a síndrome do “ban ban ban” – o que descobriremos é um pequeno altar oculto, onde se colocou um eu mascarado que tenta abafar o eu verdadeiro.

Vai um conselho bem particular meu, e ninguém é obrigado a concordar ou muito menos aceitar este conselho para si. Mas para quem deseja conhecer-se e não enganar-se, nunca rejeite nada daquilo que os outros dizem a seu respeito. Não descarte sem antes analisar e refletir; pois há aspectos da nossa personalidade que outros veem e que nós não vemos.


Desculpe-me, mas somente um tolo, um orgulhoso ou um presunçoso se priva dessa preciosa fonte de informação.

Todo o desenvolvimento de autoconhecimento que meus clientes vivem no processo de coaching, é desenvolvido a partir da técnica 1P, 2P e 3P.


1P trata-se da sua percepção. Daquilo que você consegue ver a partir de você mesmo.

2P é a percepção do outro sobre você (fase interessantíssima do processo, justamente por trazer visões e conhecimentos que ficavam antes no escuro para nós).

E 3P que trabalha o autoconhecimento a partir de testes.

A junção disso nos permite uma maior imersão e clareza de nós mesmos.


Todas as vezes que recebo uma crítica ou um feedback estarei trabalhando o 2P. E sempre me surpreendo quando jogo na minha “peneira” as críticas, correções, conversas, orientações, conselhos e feedbacks que recebo. E acreditem, eles são muitos e bem frequentes (e que bom que são). E após essa peneirada, me aparece às vezes um sentimento de culpa que me leva, não a um sentimento de autocondenação, mas me provoca o desejo de mudança. E esse desejo é sempre o primeiro passo na vida daqueles que buscam e anseiam por uma evolução positiva e consciente.

No começo, confesso que é muito difícil este exercício da “peneira”. Mas quem não o faz, corre o risco de rejeitar todo sentimento de culpa, nunca reconhece seus erros ou a possibilidade de um caminho apresentado por outros ser o melhor caminho, a melhor opção.

Quem não reconhece suas falhas não tem humildade.

Quem não reconhece suas falhas não tem inteligência.

Quem não reconhece suas falhas se sente o ban ban ban.

E o pior, quem não reconhece suas falhas certamente projeta-os em outros. Que na verdade, nada mais é que uma forma suja e covarde de fugir e defender de si mesmo.


Mas como sair da “síndrome do ban ban ban”?


Talvez você ache isso engraçado, mas um ótimo remédio preventivo para não cair na síndrome do “ban ban ban”, é aprender de fato a fazer aquela coisa séria e salutar, e no entanto simples e acessível, é o EXAME DE CONSCIÊNCIA (“a psicanálise do pobre”, como chama o italiano Amedeo Cencini, rs).

O exame de consciência sério e sincero nos ensina a olhar para dentro de nós com humildade e inteligência, passando assim da atenção ÀQUILO que fiz à atenção ao COMO o fiz (com quais atitudes e sentimentos interiores), do como ao POR QUE e do por que ao PARA QUEM o fiz.

Quem busca fazer o exame de consciência com frequência, com o tempo e a prática você vai “desatrofiando-se”, vai saindo da frieza e apática impressão de “ban ban ban”, o orgulho vai morrendo e a humildade vai nascendo. E pouco a pouco vai despertando essa sensibilidade de reconhecer suas falhas, não se conformar com elas e buscar sempre a evolução e o aperfeiçoamento de si.

Isso por si só impedirá você de contar balelas a si mesmo. Mas de dizer a si a verdade, e a partir daí RECOMEÇAR.


É o que eu sempre digo: investir no seu autoconhecimento, na sua formação não só humana, mas intelectual e espiritual, é o melhor caminho para quem busca de forma contínua o aperfeiçoamento de si.

Óbvio que fazer isso não se trata de tarefa fácil. Pelo contrário, sairá desta experiência de exame de consciência com os ossos um tanto quanto quebrados por descobri algumas contradições e inconsistências internas que existem dentro de você. Mas se não fizer essa caminhada será cada vez mais difícil você se encontrar.

Nós sempre podemos ser melhores!

Afinal de contas, a vida é um processo de crescimento contínuo e inacabável. Só depende de sermos dóceis e dispostos a embarcamos nesta jornada.

Você está dócil e disposto para embarcar nesta jornada?

Espero que sim. Se não, peça ajuda de Deus. Vai por mim, Ele é o maior interessado nisso tudo ;)


Abraços fraternos e uma semana abençoada para todos nós!


p.s. com bons exames de consciência.


Com carinho e amor,

Fernanda Mendes



 
 
 

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