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DIFICULDADE EM DIZER “NÃO” – PARTE II

  • Foto do escritor: Fernanda Mendes
    Fernanda Mendes
  • 17 de jul. de 2018
  • 4 min de leitura

Olá, como vai?


Na reflexão passada, começamos a trabalhar a grande dificuldade em dizer “não”, que muitos de nós temos. Vimos que a falta desta habilidade pode nos gerar sérias consequências.


Se você ainda não leu a reflexão da semana passada, sugiro que leia antes de prosseguir com a leitura da reflexão de hoje, que é continuação da última reflexão.



Como já vimos, existem diversos fatores por trás desta dificuldade em dizer “não”. Pontuei que trabalharia apenas dois fatores causadores desta dificuldade, os que considero os mais comuns. E o primeiro fator que abordamos foi o “Sentimento de Culpa e Pena”.


Pois bem, hoje vamos abordar o segundo fator - que em muitos - pode ser a raiz desta dificuldade. E o segundo fator de hoje é:


2. Necessidade de agradar a todos para ser aceito por uma coletividade


Dizer “não” é um grande desafio para muitas pessoas por diversos motivos. E um deles é justamente essa necessidade de tentar agradar a todos para ser aceito por uma certa coletividade. E acredite, é mais comum do que pensamos. E infelizmente, pode ser bem perigoso também. Já vi jovens perdendo toda a sua identidade só para serem aceitos por um certo grupo. E não foi só a perca da identidade, mas também a perca da saúde, do equilíbrio e da paz. Cuidado!


IMPORTANTE VOCÊ SABER QUE:


Quando nascemos não temos medos. Isso simplesmente não existe para nós. Não há limites, restrições... somos PUROS. Somos AMOR. Porém, ao longo do nosso crescimento percebendo que temos um CORPO. E que este corpo tem necessidades básicas de sobrevivência. Percebemos que temos emoções e sentimentos. E consequentemente surgem então a necessidade de SER AMADO, de PERTENCER. Ao perceber que temos um EGO, uma INDIVIDUALIDADE, nascem então as necessidades de AUTOESTIMA, de RECONHECIMENTO e de PODER.


Então ao longo do nosso crescimento, ainda criança começamos a perceber que essa nossa existência é finita, o nosso ego percebe que ele morre. E ESSA É A ORIGEM DO MEDO.

E percebemos também - de forma inconsciente que sobreviver, pertencer e ser reconhecido - são as três necessidades básicas que todos nós precisamos suprir para existir aqui nesta vida - neste planeta. E quando as nossas necessidades não estão sendo atendidas surgem o stress, a ansiedade e o MEDO.


E o problema pode morar aí. Pois conforme foi nossa educação, formação, a cultura, as relações familiares, sociais e até de condições socioeconômicas de onde crescemos e as experiências que tivemos, vamos apreendendo o que devemos ou não fazer para suprir a essas necessidades.


E assim se formam algumas dificuldades, crenças limitantes e medos que limitam todo o potencial que nasceu com aquele bebê e que tira dele a sua essência.


Na minha adolescência eu passei por isso. Precisava suprir minha necessidade de ser aceita pela turma do colégio. Afinal de contas, todos pertenciam a uma turma. Eu não suportava a ideia de ficar sozinha e isolada na escola. E para ser aceita neste grupo tive que deixar de dizer tantos "nãos". Eu não concordava com um terço das coisas que ouvia e até fazíamos, mas dizia que concordava com tudo e participava de tudo. Não conseguia me impor. Dizer o que pensava, ser do jeito que queria ser, porque afinal de contas isso exigiria de mim dizer muitos "nãos". E dizer esses "nãos" colocaria em risco minha permanência naquele grupo. Isso é o que chamo de perca da autenticidade e individualidade total.


E há tantos jovens e adultos assim. Alguns em proporções menores, outros bem maiores. Para serem aceitos por uma coletividade aceitam negociar sua individualidade e seus valores. Querem ser vistos como os "queridinhos", os “bonzinhos", tudo para serem aceitos por certa coletividade.


E essa necessidade de agradar para ser aceito, também pode fazer parte deste pacote que torna muito árdua esta atitude de dizer "não". E no caso da mãe que relatei para vocês na reflexão anterior, esse fator também estava presente nela. Como ela era tratada de uma forma muito dura pela mãe, passou a vida toda fazendo tudo o que mãe queria para tentar agradar. Porém, nunca conseguiu os elogios, o reconhecimento e o carinho que precisava.

A criança que não é reconhecida, elogiada, que não se sente amada, fica numa busca incessante por reconhecimento. Se forma então um círculo vicioso: faz tudo para agradar em busca de obter o reconhecimento. Quando não o obtém, se sente rejeitada, o que gera nova necessidade de agradar para ganhar atenção e carinho... E isso provoca sérios problemas de autoestima. De forma inconsciente esse comportamento vai sendo sedimentado e a pessoa o carrega pela vida adulta a fora.


E QUAL A CONSEQUÊNCIA DE NÃO CONSEGUIR DIZER "NÃO", SERÁ QUE TEM ALGUMA?


Sim, têm várias. Sobrecarga física e emocional ao fazer tudo pelos outros, muitas vezes passando por cima dos seus próprios valores e individualidade. Ansiedade, fuga de situações, raiva de si mesmo, raiva dos outros, problemas sérios nos relacionamentos etc.

Saber dizer "não" é expressar seus valores, sua autenticidade e individualidade; seus pensamentos e opiniões. Também é uma forma de impor limites, respeito, e quando isso não é imposto às pessoas, elas passam por cima mesmo (mas só porque você permite): marido, esposa, filhos, amigos, parentes e até desconhecidos.


Se por acaso esta for a sua dificuldade, busque hoje mesmo formas de começar a trabalhar isso em você. Sem esta habilidade, eu preciso lhe dizer - com toda a sinceridade do mundo que você terá vários problemas na vida. Quem tem essa dificuldade, quase sempre se sacrifica e se sabota dizendo sim para os outros quando no íntimo da sua vontade queria mesmo era dizer não! E isso é, uma questão não apenas de saúde pessoal, mas também do seu negócio, do seu emprego, dos seus relacionamentos, da criação dos seus filhos, da sua profissão, enfim, terá um impacto negativo em todas essas esferas da sua vida. Para tanto, basta compreender que dizer “não” é tão natural quanto dizer “sim.


Mas isso será assunto para depois.


Reflita com carinho sobre este assunto. Reveja suas atitudes e mude o que precisar ser mudado.


Acredite em você! Se empenhe! Você conseguirá!


Com carinho e amor,

Fer




 
 
 

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